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Thursday, July 27, 2017

Vai dormir

Quem diria que com o passar do tempo o coração se podia tornar em borracha, duro como uma sola de sapato de inverno? A vida transita, ridícula, sem grandes eventos, sem grandes invejas, sem ciúme, é agora um autêntico bolo de resignação com uma réstia de inocência presa na garganta. A resignação é às vezes difícil de engolir. Lembro-me de pensar, há muitos anos atrás, “este é o melhor ano da minha vida, não vou ter outro igual” e não tive, os sonhos deram então lugar a insónias.

Friday, September 16, 2016

O futuro chegou sem eu dar por ele

Hoje ao regressar a casa, cansada e mais abatida que o costume, lembrei-me deste poema ao evitar pisar as rachaduras do passeio (não vá o diabo tecê-las e deixar-me com a língua entorpecida).

 

Gostava de me conseguir lembrar de como é que me sentia aos 24 quando comecei este blog mas parece que já me esqueci. Este ano passou como um de gente adulta, foi o primeiro.

Tuesday, April 21, 2015

Perdoem o meu francês

Tenho insistido ao longo dos anos – em parte por culpa dos homens que tenho tido a sorte de considerar meus amigos – que o sexismo é uma idiotice que as mulheres teimam em afirmar que persiste como uma poderosa e eterna infestação de pulgas. Não é que tenha descartado o conceito do meu dia a dia pois estou claramente consciente da indiscutível presença do mesmo, mas sempre que ouvia uma mulher comentar que o Sr. “Eu é que sei e Tu não” é um tipo muito sexista pensava frequentemente que “se calhar a autora do comentário devia estar à espera de um tratamento especial”. Não me orgulho de ter feito este tipo de julgamentos.

Nos últimos anos tenho vindo a mudar de opinião. E tenho vindo a mudar de opinião por causa de artigos como este.  


Esta vaga de sexismo que tenho sentido a crescer, principalmente a nível intelectual, confunde-me. Na bela era em que vivemos, na qual cada vez mais vejo as mulheres a desempenharem papeis realmente relevantes a nível cultural, politico, educacional etc., está finalmente a deixar a sua marca vincada na história da humanidade. Não era isso que o queríamos? Igualdade? Pois a Igualdade está aos poucos a fazer-se notar e não tem sido particularmente bonita de se ver graças a artigos como o que referi em cima.

Há poucas tarefas mais complicadas do que a tentativa de afirmação de uma mulher num mundo ou tema comandados por homens. Confesso abertamente que não me vejo sequer a tentar integrar (muito menos com sucesso) num meio dominado pelo sexo masculino, pois a verdade é a seguinte: às primeiras piadas, à constante necessidade de exprimir seriedade forçada sempre que abrisse a boca e a partir do momento em que sentisse a minha confiança ruir pedia para que me indicassem onde é que se situava a porta de saída mais próxima. Em suma, é preciso ter estofo, principalmente quando o sexismo é menos óbvio e se refugia em “factos científicos”. Por exemplo, sabiam que o cérebro do homem é maior que o da mulher? Sim, e? Na verdade nada realmente comprova que as funcionalidades e capacidades do homem e da mulher não sejam, na sua base, idênticas. No final de contas, o corpo do homem é também maior que o da mulher, tal como o cérebro da baleia azul pesa mais do que 5 kg. E quanto à inteligência emocional (outro facto), a eterna esmola do sexista que ainda não saiu do armário, por favor não me obriguem a ser crude ao indicar onde é que eu acho que a deviam meter.

É já de si extremamente difícil para a maioria da população feminina conseguir passar a barreira inicial (isto é – serem levadas a sério) fomentada durante séculos e séculos por uma sociedade patriarcal cuja base reside inevitavelmente na força física – e no final do caminho as mulheres ainda correm o risco de serem desacreditadas porque as saias que escolheram usar hoje são ligeiramente mais curtas do que as dos outros dias. 

Seguem-se depois, sem evidente pressa, os nobres e eloquentes indivíduos que usam o prémio Nobel (entre outros) como argumento da superior inteligência masculina. Como é que poderiam haver mais elementos femininos a ganhar o que quer que seja? Só o facto de muitas mulheres conseguiram dar um passo avante em torno de áreas “que não lhes dizem respeito” e sujeitarem-se a um julgamento pré concebido, a pressões despropositadas e a piadas de mau gosto e mesmo assim chegarem ao fim com força para iniciarem um novo projecto vale uma vénia. Mas devia valer mais, devia valer um indiscutível respeito.

O pior do sexismo é provavelmente o afastamento que gera entre as próprias mulheres, e este é inconsciente, o que origina uma incapacidade de união que em nada ajuda o propósito da evolução. As mulheres ao detectarem um certo desdém por parte dos homens em relação a outras mulheres têm tendência a afastarem-se das mesmas e a aliarem-se aos homens de forma a destacaram-se e a não passarem pelo mesmo tipo de sexismo. Logicamente este tipo de comportamento empata ainda mais o caminho para a, agora já bastante distorcida, igualdade.

A mulher tem sempre qualquer coisa a provar, que é digna, inteligente, capaz e até que é sexual (e depois cai nestas parvoíces de exaltar filmes que deviam estar escondidos juntos com as revistas porno dos anos 90 que muitos homens guardavam no fundo do armário das meias – ou não necessariamente, mas espero que compreendam onde quero chegar). A queda no ridículo não devia ser um risco tão constante.

Indo mais longe (já que vim até aqui), não interessa quem fez com que a raça humana evoluísse, quem tocou primeiro na pedra filosofal (porque verdade seja dita – ninguém vai realmente adivinhar qual dos sexos aprendeu primeiro a falar, a cultivar a terra ou a pintar nas paredes – apesar de que nesta última situação vários estudos defendem que as mulheres eram mais dadas às pinturas rupestres que os homens – para quem for curioso eis o artigo).

A mensagem que pretendo passar é bastante simples: não devemos pôr limitações a nenhum dos sexos, principalmente a nível intelectual. Se as vossas filhas aos seis anos sonham em ser astronautas, ou eventualmente especialistas em física quântica não somos nós ou vocês que lhes vamos colocar entraves pelo simples motivo de terem nascido mulheres ou mostrar-lhes interesses mais “adequados”. No fundo, o que as mulheres querem e continuam a querer é apenas a oportunidade de poderem sonhar da mesma forma que os homens e é aí é que reside a igualdade. Liberdade para se ser quem se quiser ser e não ter receio de um eventual desejo de voo para fora da zona de conforto, de preferência para o espaço. Não ter de ser uma luta constante ajuda, pois não há nada mais desmotivador do que, além de se ter de lutar pelos nossos objectivos, ter também de se lutar contra inseguranças impostas pelos outros.

Escrevi isto de rajada (possivelmente enervada), espero não ter dado muitos erros ortográficos ou sido desrespeitadora. Se fui, culpo o meu entusiasmo  mas deixo em baixo um video relativamente divertido para suavizar a eterna guerra dos sexos.

Nota: Isto nunca me aconteceu - os ditos geeks Portugueses são bons tipos.

Thursday, July 17, 2014

Fim de tarde

Por cima de um braço em forma de meia-lua um olho encontra o outro. Com os dedos enluvados pelo sol e de pálpebras semicerradas, os pequenos amantes trajados de Verão esboçam um sorriso cúmplice. 

Friday, December 20, 2013

Hide your face, my love

Tenho dormido pouco.

Gosto de ver o dia a nascer. É bonito. Manhãs de Inverno inigualáveis estas. Preparo uma chávena de chá.

Debruço-me sobre um romance ou um escrito pessoal. Ouço Nick Cave. É deprimente mas ameniza o frio que se faz sentir nesta sala. Fecho as janelas. Cheira a dia cá dentro. É bom, detesto que a casa cheire a mim. Tenho psoríase por isso deixo um rasto de pele por onde passo. Prendo o cabelo durante o trabalho. Acho que é por isso que os homens que tive, a certa altura foram contaminados. Guardaram o meu cheiro. Vou-me tratar, prometo. Era mais fácil quando estavas comigo. Lembro-me então de ti e da serra coberta de neve. Ah fotografias mentais, fechar os olhos não as apaga. Saudades. Esse sorriso, o mais bonito que já alguma vez vi. Um dos mais bonitos que já vi. Não sei já.


Friday, October 18, 2013

Ah pois

A franqueza custa caro, diz a velhota da mercearia para o sapateiro. E este, desolado, resmunga que a franqueza é mais barata que botas novas. Os fregueses hoje em dia preferem comprar um par novo que mandar o antigo a arranjar. Francamente.

Wednesday, September 25, 2013

Filosofia da treta, principalmente porque tenho sono

      Andei uns bons anos a dizer “é a ultima vez que isto ou aquilo me acontece” mas nunca era. Tentei ser sincera mas a sinceridade é um risco quando é mal manuseada. A sinceridade que não é ensaiada peca por cair facilmente no ridículo. E uma vez humilhadas, nós as pessoas, ou nos humilhamos mais ou nos cobrimos de um orgulho cego. É uma pequena barreira que quando quebrada dificilmente se levanta de novo. A dependência doentia que daí advêm é vergonhosa. Está assim aberto o caminho para a perda de respeito.

      Amor. Confiança e Respeito. Parece fácil. Não é. Não é mesmo nada fácil. É aquele primeiro passo que não devia ter sido dado mas foi, é aquela tristeza que já é tão opressiva que não dá espaço para mais nada. O negativismo parece um buraco negro. E este engole o lugar dos sonhos. A vergonha de se dizer aquilo que se queria ser toma conta. E não é que o ser humano também desvaloriza? Como a moeda, e as acções e aqueles coisas chiques do mercado. Mas não se pode parar por aqui pois o adulto tem de simular esperança, comprar um carro novo às prestações e entregar-se a outra pessoa sem sentir aquela coisa que não sei bem o quê mas que faz diferença. Há que se levantar no dia seguinte. E com quem se pode contar? Não comigo ou contigo. Confia e respeita-te. Ninguém é melhor do que ninguém.

Saturday, September 7, 2013

Still hunting Dragons

Passo os dias tão preocupada com coisas básicas, que é que vou fazer para o jantar e se tenho arroz e papel higiénico em casa, que quando olho para mim e começo a contar as rugas e noto as covas debaixo dos olhos já começo a pensar em cremes e bases que tampem a devastação que para aqui vai.

Os 30 são fodidos. É que nem me deixam à vontade para dizer fodidos, quase hesitei em escrever a palavra. E parece que vou ter de lavar a boca com sabão depois deste post.

Esta transição não está a correr bem.

Há anos que já não me dou ao trabalho de fazer uma trança esguedelhada no meio do cabelo e confesso que muitas vezes já me rio para aquele quim ou aquela joana só porque tem de ser. Lá se foi a minha integridade tão bem imaginada dos 20. Ando a convencer-me que o conceito desonestidade natural (a idade anda também a escoar-me a imaginação) é viável e até se parece justificar nesta idade manhosa.

E tenho medo porque a raiva dos 20 ainda cá ficou. Assuntos mal resolvidos. Ora bolas. Assim não.

Vá.

Mas ainda vou comprando comics e lendo livros do Stephen King no meio de outros mais "Sérios" que supostamente me fazem ver um pouco mais longe. Mas, como sabem, eu tenho sérios problemas de vista.

Tuesday, July 23, 2013

E na sequência do post anterior

Só dou por mim a pensar em coisas absurdas. Ontem, durante a "anunciação" do presidente não consegui tirar os olhos do quadradinho onde está o intérprete dos surdos e dei por mim a imaginar que ele na realidade estava a fazer uma tradução que não tinha nada a ver com aquilo que o Sr. Cavaco estava a dizer.

A meu ver, o esperto do intérprete estava a alterar tudo o que o presidente dizia até por fim culminar com  "hey, vamos beber um copo depois disto?" Era isso que eu fazia se aquele espaço fosse meu.

Thursday, March 7, 2013

Common People

Chego a casa esgotada, ouço música (ainda Ane Brun – ouçam que é fixe), pego num bom livro que apenas folheio, começo a ver um filme que não acabo. Tenho sono por isso decido que está na hora de tirar as lentes e depois, completamente furiosa, percorro com as mãos todos os móveis do quarto na esperança de encontrar rapidamente os óculos porque afinal quero fazer mais do que folhear um bom livro. Por algum motivo os óculos estão no chão (como sempre). Por esta altura já barafusto tanto que espero não ter de falar com mais ninguém até amanhã.


Thursday, December 13, 2012

Ah, Dezembro.

As coisas já foram melhores e algumas vezes piores. Quando se está sozinho, realmente sozinho, por momentos atacam as vertigens. Depois segue-se o sacana do pânico e fica-se indefeso porque as realizações, mesmo as recorrentes, nunca se afundam fundo o suficiente. Andam à deriva na sopa de puzzles mentais. Aqueles que nunca se completam. Depois procuramos a todo o custo edificar laços, criar uma família atrás de uma outra que já falhou, com pessoas que na realidade não nos são nada. E aí dá-se tudo o que se tem, tudo de bom, e como se dá o bom estranha-se o mal dos outros, que está presente, ainda que em diferentes quantidades, em todos nós.

Por fim, quando se deu tudo o que se tinha de bom, fica-se com tudo o que se tinha de mau e é aí que a solidão, como uma doença oportunista, ataca novamente só que desta vez já se chega a nós com um sabor mais ressesso.

Monday, December 10, 2012

inactividade

Ando tão caseira que em breve uso este blog para publicar receitas.

Ponham ketchup em tudo o que fazem. E é isso.

E depois só ouço a minha mãe a dizer, aquela voz ténue ao fundo do túnel (que pode ser ou não baseada em coisas que realmente foram ditas): Eu com a tua idade já tinha tido o teu irmão e tricotava cachecóis com os pés enquanto lhe mudava as fraldas. O que é estranho porque nessa altura o meu irmão devia ter o quê? 6 anos?

Meh

Sunday, June 17, 2012

Vou por a minhã mãe a ler o meu blog

Há dois dias que ando cheia de dores de cabeça. Como me convenço que "isto passa já", não tenho tomado medidas decentes para fazer com que elas parem de uma vez por todas. (Já sei mãe, é da "ruindade")

Para amenizar a situação  tenho ouvido a Fisherman blues tocar mentalmente enquanto vou na rua e esta canção, como me faz sentir bem cá dentro, é acompanhada por um sorriso de orelha a orelha.  Devia tapar a boca para as pessoas não acharem que sou uma doida varrida. É que o Porto é pequeno.

Mas esta é claramente uma música digna de ser ouvida várias vezes. E como a minha simplicidade às vezes atinge um grau verdadeiramente elevado já cheguei a estar tão bêbada que julgo que passei cerca de duas horas a ouvi-la em repeat (mas podem ter sido só 15 minutos). Estraguei a melodia toda com parvoíces e a rir-me da minha própria idiotice. Alguém tinha de o fazer. 



Mas ok, vamos lá tornar-nos (ainda mais) íntimos:

Ontem completei 27 anos (eh lah, é desta que sou “uma mulher-feita” mãe?). Parece que, de acordo com alguns pontos de vista pouco lógicos, atingi uma boa idade para se morrer. Contudo, confesso que só se o fim do mundo se fizer sentir no dia 21 de Dezembro é que me deixo ir como uma rockstar wannabe.

Neste momento o objectivo da minha vida é chegar aos 90 e sentir-me como se tivesse 70. 

Saturday, April 7, 2012

De modo nenhum

Porque a minha adoração não é completa, ou sequer coerente, por vezes vejo-me forçada a limitar-me ao tão desvalorizado silêncio. Assim, quando tento realmente falar, não tenho as palavras comigo. Sinto a sensação de insuficiência a abalar todos os meus frágeis alicerces e cinjo-me à merecida crueldade proeminente na visão dele e dos outros. Então penso “tenho de me ir embora” mas a falta de concentração mantém-me presa ao mesmo sítio. Distraio-me com facilidade. É irremediável, está tudo perdido, há sempre alguém com uma adoração mais palpável que a minha. Vou-me sentindo a envelhecer a cada dia que passa, o coração vai ficando mais fraco e incapaz e é em vão que tento procurar o caminho de volta. Mas sou (por vezes) teimosa, então, enquanto a carcaça existir eu tento inventar palavras mágicas ou rituais que a possam reavivar. E lá penso (mais uma vez) "Quem sabe, não é?"

Sunday, March 18, 2012

Falta de sono


Um fim é sempre um início.

Por: Um idiota qualquer
       (ou Buda)

Saturday, November 19, 2011

Unicórnios e tpm


Há mulheres que estão irremediavelmente convencidas que namoram/estão casadas com unicórnios. Sim, Unicórnios, aquelas criaturas míticas que aparecem ao lado do Tom Cruise em Legend.

“Ele é tão fixe, tão perfeito, tão único, só pode ser um Unicórnio...”. Sim, claro, se os Unicórnios existem então eu sou o Robocop . 

Sim, sou uma incompreendida.

Mas se porventura eles realmente andarem por aí não se esqueçam de que um Unicórnio é (quando muito) um animal de estimação, não um homem.

Enfim, Mulheres.

And Just for clarification: Horn. Middle of forehead. Not in pants.

Sunday, September 25, 2011

Ai os pseudo-intelectuais

Hoje (alguém que não me conhece minimamente) disse-me que o "Woody Allen devia ser demasiado intelectual para mim".

Ahhh, os pseudo-intelectuais... Só perdem boas oportunidades para estarem calados.

A verdade é que eu não detesto a maioria dos filmes do Sr. Allen, mas ele não é, definitivamente, um dos meus realizadores favoritos.  

Sim, é que eu conheço mais do que um. Aposto que tu também. Quer dizer, de certeza que os teus favoritos, além do Allen, são o Tim Burton e o Quentin Tarantino, certo? Deixa lá, eu também gosto deles. (Vá, estou só a ser um bocadinho maldosa).

Sabem como é, como eu leio banda desenhada (o que é obviamente infantil) de certeza que não percebo nada de cinema a sério e afins. E um realizador tão underground como o Woody Allen deve ser demasiado obscuro e complexo para o meu pequeno cérebro.

Bah. Maybe it's my face. 


(Acho que este post está prestes a tornar-se repetitivo. Quem me costuma ler pode parar por aqui.)

As pessoas que geram as suas opiniões através das pontuações que o IMDB dá a certos filmes deviam ser fortemente abanadas.

A frase usualmente começa assim: "Ah no IMDB tem 8.5, fui ontem ver e é muito bom". Até se pode tratar de um filme terrivelmente maçudo, mas a pontuação apresentada pelo IMDB é claramente algo sagrado e inquestionável. Eis uma ideia: E que tal terem opiniões próprias? Irem ver um filme porque gostaram da premissa e não porque o IMDB "diz que é bom" era um bom começo.

Além do mais, é tudo uma questão de gostos (e essa é mesmo a simples verdade). Um filme que o vizinho do lado acha péssimo, eu posso achar divertido e vice-versa.

E finalmente, os intelectualóides que mais me irritam são aqueles que conseguem ver significados profundos em tudo. Porque aquela banana posicionada em cima de uma mesa da cozinha é mesmo genial, retrata a sexualidade reprimida do protagonista. E tentam assim redimir um mau filme. Ok, eu sei que custa ouvir isto, mas às vezes uma banana deixada em cima da mesa da cozinha é só mesmo isso: uma banana em cima da mesa da cozinha!

Agora, se já estiver meia comida e podre é que o caso muda de figura...
 
Mas vá, eu admito, deixei de gostar do Woody Allen mais ou menos em 1997. Sim, porque o primeiro filme que o Sr. Allen realizou não foi o "Match Point".

Tuesday, July 19, 2011

não é bem assim mas

Tem dias em que me vejo como charmosamente assimétrica.

Thursday, June 2, 2011

One more time

Cada vez digo menos palavrões.

Só para matar saudades: Foda-se!

Saturday, April 30, 2011

Odeio as pessoas que falam em voz alta no cinema

Se eu possuísse o Mjölnir do Thor provavelmente partia os dentes todos a essa escumalha. Especialmente àquele tipinho que estava sentado na mesma fila que eu durante Limitless. Além da contínua necessidade de constatar em voz alta o óbvio (é que poderia haver alguém na sala que tivesse sei lá, um QI de apenas um dígito e precisasse de recorrer ao seu ruidoso auxílio para conseguir entender o que se passava no grande ecrã) ainda se vangloriava da sua incontestável inteligência de cada vez que as suas astutas predições se tornavam realidade. Sem dúvida que isso impressionou devastadoramente a sua jovem namorada (acho que preferia cavar a horta com uma colher do que andar com um homem assim. Suspeito que em apenas dois dias estava a tentar faze-lo beber lixívia depois de lhe espetar um garfo no olho).

Portanto, Sr. Dos Óculos Com Ar Deslavado, uma vez que esteve presente na mesma sala, sessão e fila que eu a ver um filme chamado Limitless, cujo personagem principal tomava um comprimido para ficar super-inteligente, vejo-me forçada a informá-lo de que, para atingir um nível de inteligência razoável, o senhor teria de tomar a embalagem inteira.

Dito isto, aqui fica o trailer de Limitless

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