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Monday, December 10, 2012

inactividade

Ando tão caseira que em breve uso este blog para publicar receitas.

Ponham ketchup em tudo o que fazem. E é isso.

E depois só ouço a minha mãe a dizer, aquela voz ténue ao fundo do túnel (que pode ser ou não baseada em coisas que realmente foram ditas): Eu com a tua idade já tinha tido o teu irmão e tricotava cachecóis com os pés enquanto lhe mudava as fraldas. O que é estranho porque nessa altura o meu irmão devia ter o quê? 6 anos?

Meh

Wednesday, February 2, 2011

Nunca fui ao Optimus Alive.

E algo me diz que não é este ano que isso muda.

Thursday, July 1, 2010

HAL 9000



Quotes from HAL (2001: A Space Odyssey)


§ “I am completely operational, and all my circuits are functioning perfectly.

§ I am putting myself to the fullest possible use, which is all I think that any conscious entity can ever hope to do.

§ Just what do you think you're doing, Dave? Dave, I really think I'm entitled to an answer to that question.

§ I know everything hasn't been quite right with me, but I can assure you now, very confidently, that it's going to be all right again. I feel much better now. I really do.

§ [After killing the rest of the crew] Look, Dave, I can see you're really upset about this. I honestly think you ought to sit down calmly, take a stress pill and think things over. I know I've made some very poor decisions recently, but I can give you my complete assurance that my work will be back to normal. I've still got the greatest enthusiasm and confidence in the mission. And I want to help you.”

What’s not to love about HAL?


Que bom… Julho a começar, e eu sem escrever nada de jeito ultimamente. Anseio é cada vez mais pela Robot Generation… Os anos 60 enganaram-nos! Fizeram-nos crer que por esta altura já andaríamos a fazer surf em Marte, mas nãaao, em vez disso, estou para aqui sentada no sofá em frente a um pc que nem sequer é à prova de água. E pensava eu, quando andava na primária, que por esta altura iria ter o namorado perfeito (completamente robótico claro) e que a lua estaria transformada numa prisão para os criminosos mais perigosos do mundo (tipo uma versão extrema do Escape from New York do John Carpenter). Ilusões infantis estas. Agora vou é ter de levantar o meu sweet ass e sair para ver se o mês de Julho me trás alguma inspiração.


The man, " Snake Plissken"




Quotes from "Escape from New York":


“Girl in "Chock Full O'Nuts": You're a cop!
Snake Plissken: I'm an asshole...

Hehe, call him "Snake" (except you, Bob Hauk), he oozes awesomeness.

“Bob Hauk: It's the survival of the human race, Plissken. Something you don't give a shit about.


Argh, love it.

Fica aqui o trailer para quem nunca viu o filme.


Wednesday, June 30, 2010

American Vampire


Eu vou explicar porque é que o Stephen King “owna” tanto.

Numa época em que somos atacados por todos os lados pela “nova geração de vampiros” (não vou citar nomes) e por mais uma ou outra treta loli, numa época em que eu fujo o mais depressa que posso quando vejo, de relance, aquelas três primeiras letras da palavra mais estragada da década: Vampiros; Stephen King, O grande, aparece para salvar a situação com “American Vampire”. E sim, é lindo, vale a pena ler e eu vou, definitivamente, acompanhar a história.

Stephen King é um dos meus heróis, acho que cresci mais rodeada pelos livros dele do que por pessoas. Se não fosse o “Carrie”, que felizmente li aos 11, estaria completamente desprevenida para o que me iria acontecer no ano seguinte. Yep, é exactamente isso que vocês estão a pensar.


Tirado do site da DC:

Written by SCOTT SNYDER and STEPHEN KING; Art and Cover by RAFAEL ALBUQUERQUE 1:25 Variant; Cover by JIM LEE

Witness the birth of a brand new species of vampire in this new ongoing series that begins with five extra-sized issues featuring back-to-back stories by exciting new writer Scott Snyder and the master of horror himself, Stephen King! When notorious outlaw Skinner Sweet is attacked by an old enemy (who happens to be a member of the undead), the first American vampire is born... a vampire powered by the sun, stronger, fiercer, and meaner than anything that came before. Plus... Pearl Jones is a struggling young actress in 1920s Los Angeles. But when her big break brings her face-to-face with an ancient evil, her Hollywood dream quickly turns into a brutal, shocking nightmare.


(Já agora, acrescento que esse Rafael Albuquerque impressiona, gosto bastante da arte dele, aliás, a seguir à publicação deste post no blog, vou para o Google “procurá-lo”.)

Friday, June 18, 2010

M e R

O meu telemóvel, debaixo da almofada, começa a tocar e eu atendo:

- Tavas a dormir?

- Sim, que é que foi?

- São 7 da tarde. Não íamos jantar juntos hoje?

- Esquece. Jantamos juntos amanhã ou assim.

- Quando é que comeste qualquer coisa de jeito?

- Sei lá, agora vou dormir, amanhã falamos.

- Vou para aí.

- Não venhas!

….

No mesmo espaço físico:

- Espera, preciso de um duche.

- Anda lá, despacha-te.

- Não podemos ir ver um filme antes ou assim?

- Vais comer agora.

- Ui, mas tu achas que me podes obrigar?

- Que é que preferes?

- Francesinha. Foda-se!


(Baseado em factos relativamente veridicos)

Friday, June 11, 2010

Barragem das glândulas lacrimais


Chorei, ao fim de cinco anos, chorei tanto que foi como se as barragens de um rio tivessem rebentado. Chorei por amor perdido, por amizades acabadas, por ódios infundados, pelas cadeiras a que chumbei e pela minha dificuldade em ser aceite na realidade do mundo. Vi, recentemente, num filme uma rapariga a perguntar a outra onde é que ela vivia. A resposta foi esta: “Vivo principalmente na minha cabeça”. Sinto-me assim, vivo principalmente na minha cabeça e quando vou lá para fora, para o absurdo mundo real, custa-me ter que estar com mais do que uma pessoa de cada vez, e de me tentar “normalizar”. Continuo dentro da minha bolha, neste meu mundinho seguro, que me conseguiu impedir de chorar durante cinco anos seguidos.

E ouço-te agora dizer que sou a única pessoa de quem podes gostar sem ter, que não existe para ti nenhuma necessidade de me teres ou tocares. Sou o quê? Um daqueles seres translúcidos de um filme de ficção cientifica futurista? Pois, ahh, tens razão, sou irreal não é? Uma vez que não existo na realidade do teu dia a dia, deves, muito provavelmente, ter toda a razão.

Porque não tenho perfil de donzela em apuros, e porque apenas deixo o meu cabelo crescer por causa da preguiça de ter de o cortar e porque sinto a minha mente a derreter, vejo o chão a fugir debaixo dos meus pés. E pensava eu, no meio de divagações infantis, que iria ser freira, ou tornar-me em alguém que realmente faria diferença neste mundo real. Agora rio-me, por entre as lágrimas, ai este estúpido rebentamento da barragem das minhas glândulas lacrimais, e sinto-me ridícula enquanto a minha face vai ficando cada vez mais avermelhada do embaraço. Ao menos, serve-me o consolo de ser um embaraço não testemunhado.

E perdi-me. Já se sabe que os meus pensamentos são incoerentes, termino-os na mente e não vou a tempo de os passar para o papel de um bloco de notas que me custou 50 cêntimos na papelaria mais próxima. E lá vou eu pela ruas, a anotar o que me interessa e mesmo o que me desinteressa, na busca incessante de uma ideia que me acalme a mente e alma. Que, lá bem no fundo, se calhar nem são duas coisas distintas.

Mas como estou para aqui a cuspir o meu coração, num perfeito texto sem alicerces, decido parar antes que as minhas próximas palavras se assemelhem aos meus gritos mentais que por mais que os tente abafar, há sempre aqueles furinhos que fazem com que o som interior tente romper por entre as inexistentes frinchas do meu crânio.

Texto por: Snow White
(Imagem de João Ruas)
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