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Friday, April 20, 2012

scorn and self-loathing

Spring cleaning
   
Desta vez nem o desktop está organizado.

Tuesday, March 20, 2012

Mais uma noite daquelas


Hoje senti urgência em escrever. Vou tentar apressar-me antes que ela desapareça. Escrever já não me acalma como devia, mas aqui vai:

- Queres ir beber um copo? - Pergunto eu enquanto escovo o cabelo em frente ao espelho.

Enfadado e meio ébrio, ele returque irritado.

- Já viste como é que eu estou? Queres dar cabo de mim?
- Sim. É esse o meu objectivo. Veste as calças e vamos. Gosto de te ver a conduzir bêbado.

E ele ri-se, com aquele sorriso trocista que tanto o caracteriza. Nunca falha em me acelerar o coração. Maldito.

- Como queiras. E ainda não estou exactamente bêbado.
- Eu sei que não.

Mas conduz como um louco, o que vale é que a distância a percorrer é curta. Escolho propositadamente a mesa mais longe do bar e quando ele chega ao fim do primeiro copo de whisky peço logo para que lhe tragam um segundo. Começa finalmente a falar enquanto enrola o primeiro dos últimos cigarros da noite, tem cismado com Sartre e eu gosto de o ouvir. Diz-me que gostou especialmente d”A Nausea” e debaixo daquelas luzes amareladas eu gosto especialmente dele. Mas nunca li Sartre, nem quero ler, senão ele não teria tanto para dizer nem eu tanto para ouvir. Rejuvenesce quando fala do que gosta e a ternura que isso me suscita é demasiado forte para ser contida por isso toco-lhe no joelho. Vou-me sentindo mais segura à medida que a noite avança. A timidez vai sendo disfarçada e escondida e aos poucos vamos ficando mais próximos um do outro. 

E assim ele vai-me parecendo menos um gigante e mais apenas um homem. Levo-o para casa, deito-o na cama e ele abraça-se a mim. Só quando está bêbado é que me abraça com força.

- Sabes, é difícil fazer-te feliz. Mas eu estou a tentar, tu sabes que estou a tentar não sabes? E estou disposto a continuar a tentar.

Então deixo-o adormecer, sem me conseguir mexer debaixo do peso dos braços e pernas dele. Lá acabo por o conseguir beijar enquanto me rio silenciosamente daquela expressão de inocente perdido que ele exibe sempre que adormece.

Wednesday, November 24, 2010

Quando não consigo dormir escolho um filme de uma lista intitulada “até pode não ser terrível” para ver.

Ontem não conseguia dormir. Primeiro considerei ver “Monsters”, mas depois de me deparar com os tentáculos que aparecem lá pelo meio do trailer pensei logo (e inevitavelmente) no Cthulhu (não tem nada  a ver (bem, tem um polvo gigante...)) e soltei um: "ui...isto até parece ser interessante". Decidi então guardar o filme para uma outra altura.

Aqui fica o trailer de "Monsters" para quem ainda não o viu.

Voltando de novo à lista "Até pode não ser terrível":

Acabei por optar pelo seguinte filme: “Grosse Pointe Blank” (1997) de George Armitage

Basicamente o filme é sobre um assassino profissional que, depois de 10 anos de ausência, decide voltar à cidade que o viu crescer. Com uma banda sonora fantástica (grandes êxitos dos anos 80) a acompanhar o excelente desempenho de  John Cusack como Martin Blank (o assassino profissional deprimido e insatisfeito), Grosse Pointe Blank revela-se assim um verdadeiro clássico dos anos 90. 

Gostei, este é sem dúvida um filme divertido (recheado de humor negro) com alguns momentos verdadeiramente priceless.
Ver filmes dos anos 90 faz-me bem mas, ao mesmo tempo, leva-me a pensar que se calhar já estou velha o suficiente para começar a acreditar que a infância foi a melhor época da minha vida.

Trailer

No meio de tiroteios e nostalgia fica a pergunta:

"Where are all the good men dead, in the heart or in the head?"
by: Debi Newberry (Minnie Driver)
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